Você levanta durante a noite para urinar?

 

Fisioterapia pode auxiliar em sintomas urinários

Muitas mulheres costumam interromper o sono durante a noite para ir ao banheiro urinar, porém, esta é uma prática não aconselhável. Entenda porquê.
A bexiga urinária é um órgão do corpo humano muito sensível aos estímulos recebidos durante toda a vida. Como por exemplo, uma criança que nunca parou de brincar para ir ao banheiro urinar pode ser tornar um adulto com problemas urinários. Problemas como: Urgência miccional - necessidade súbita e urgente de ir ao banheiro, acompanhada ou não de perda de urina involuntária, noctúria - levantar durante a noite para urinar e a própria incontinência urinária – perda involuntária de urina. 
A partir de certo momento, esse hábito pode se transformar num problema patológico, ou seja, doença, como nos casos citados acima. O sono será interrompido sem que o indivíduo queira e inúmeras vezes por noite para ir ao banheiro urinar, impedindo, portanto, que a fase mais profunda do sono seja alcançada, aquela onde atingimos o maior descanso, nos preparando para o próximo dia.
Essas situações ainda podem ocasionar aumento da freqüência urinária, dificuldade de esvaziamento da bexiga, dor em região abdominal e/ou ao urinar e até mesmo as cistites e infecções de bexiga e urina. 
É considerado parâmetro de normalidade uma média de 6 à 8 micções ao dia. Ir menos ao banheiro também pode ser prejudicial à saúde de sua bexiga.
As dicas para melhorar esses sintomas são: Ir ao banheiro urinar de 3 em 3 horas e evitar ingestão de líquidos após as 20hrs.
O tratamento completo para esses problemas você encontra com o seu médico e com um fisioterapeuta especializado.
Portanto, se você urina muito, com muita freqüência, vive com vontade de ir ao banheiro e levanta durante a noite para urinar saiba que esses sintomas têm tratamento. Procure um fisioterapeuta especializado, converse com seu médico.
 

Treinamento do assoalho pélvico X Pompoarismo

 

Qual a diferença?

 

Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório. "Vamos aprender aqueles exercícios das bolinhas? O pompoarismo?" Vamos esclarecer. 
Bem, o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (também conhecido como exercícios de Kegel) podem sim ser considerados como o pompoarismo pois ambos trabalham a mesma região, da mesma forma. Porém, a maior diferença entre eles é que os exercícios do assoalho pélvico são TERAPÊUTICOS e o pompoarismo voltado somente para a prática sexual. O que isso quer dizer? Os exercícios terapêuticos são voltados para pessoas que possuem alguma disfunção no assoalho pélvico, seja ela dificuldade de contrair e relaxar adequadamente (sim! Tem disso também...), incontinência urinária ou fecal, dores durante a relação sexual, flatos vaginais ou anais indesejados, etc... 
Já o pompoarismo deve ser utilizado por mulheres que têm muita consciência da região, que conseguem contrair e relaxar adequadamente, para que não haja estresse muscular e problemas mais sérios depois. 
Podemos dizer que o pompoarismo seria o exercício final, a última fase do treinamento dos músculos do assoalho pélvico, onde a mulher vai adquirir tamanha consciência pélvica que poderá utilizar pesos vaginais sem auxílio das mãos. Lembrando que nos exercícios terapêuticos também contamos com a ajuda de pesos vaginais.

 

Dica: Para que não tenha prejuízo da sua musculatura, antes de iniciar o pompoarismo procure um fisioterapeuta especializado para ensiná-la a contração correta, só assim você poderá evoluir com os exercícios até chegar ao pompoarismo propriamente dito.

Ambas as técnicas geram benefícios para o assoalho pélvico, melhorando dores na relação, facilitando o orgasmo, melhorando sintomas urinários, etc... Uma complementa a outra!

Curiosidades: Pompoarismo é técnica milenar nascida na Índia e aperfeiçoada no Japão. Os primeiros exercícios surgiram como uma transformação dos exaustivos exercícios tântricos, que eram usados em rituais do sexo sagrado. 
Os exercícios de Kegel (treinamento dos músculos do assoalho pélvico) nasceu na década de 50 pelo ginecologista Arnold Kegel (daí vem o nome) que notou que mulheres com incontinência urinária apresentavam a musculatura do assoalho pélvico fraca e então desenvolveu estes exercícios notando muita melhora dos sintomas urinários.

Viram? Entendendo um pouco da história fica mais fácil compreender a diferença entre treinamento dos músculos do assoalho pélvico e pompoarismo.

 

Cistite Intersticial e a fisioterapia pélvica

 

A Cistite intersticial é uma doença que acomete a bexiga urinária deixando-a “hiperexcitável”, ou seja, vulnerável a qualquer estímulo, causando infecções repetidas e principalmente, sintomas irritativos da bexiga (até mesmo na ausência de infecção). Esses sintomas são caracterizados por aumento da frequência urinária – algumas pacientes já referiram ir ao banheiro de 20 em 20 minutos, dor na bexiga, urgência miccional – necessidade forte e repentina de ir ao banheiro, podendo ocorrer inclusive perdas de urina por urgência, as chamadas urge-incontinências, noctúria – levantar para urinar durante o sono, entre outros... Com isso, nota-se uma grande queda da qualidade de vida de quem tem a doença e outra dificuldade é o tratamento. Existem poucos estudos científicos que caracterizem ou tracem um consenso em relação conduta médica, a mesma coisa acontece com a conduta fisioterapêutica. Porém, a fisioterapia trata sintomas e não doenças, logo, conseguimos tratar uma cistite intersticial de maneira bem parecida com uma bexiga hiperativa, por exemplo, pois os sintomas são parecidos e os resultados, embora pouco comprovado cientificamente, são muito satisfatórios.  São técnicas simples e a qualidade de vida aumenta pois o paciente consegue controlar melhor seus sintomas, aprende a lidar com a dor possibilitando assim um convívio social muito mais adequado.
Existem casos em consultório que os sintomas cessam completamente e a paciente consegue manter os ganhos com os exercícios e orientações domiciliares.
Fisioterapia é a ciência do bem-estar, da qualidade de vida! Não deixe que qualquer sintoma te impeça de realizar as suas atividades e rotinas diárias, faça fisioterapia! 

Minha bexiga urinária me causa muitos problemas.

Por que?

Essa é uma das perguntamos que mais escutamos: "Por que não consigo segurar o xixi quando estou chegando em casa, se passei o dia todo sem vontade?"

Costumo sempre dizer que a nossa bexiga urinária é um dos órgãos mais temperamentais que temos. Ela é mandona, briguenta e a forma como foi habituada ela fica, até que se faça tratamento com fisioterapeuta pélvico. Explico:

Situação 01:
Você sempre foi uma pessoa que segura a urina a tarde inteira, não pára seus afazeres para ir ao banheiro nunca. Passa o dia todo e você urinou no máximo 3 vezes. A longo prazo sua bexiga começará a mandar mensagens de urgência para você, para ir logo urinar, afinal, você nunca vai ao banheiro. É melhor se garantir.

 

Situação 02:
Você sempre que vê um banheiro já se garante e vai urinar, sempre pensando "Vai que não tem um banheiro depois", sempre que chega e sai de casa resolve esvaziar a bexiga - "minha mãe me ensinou assim". Se parar pra contar você urinou mais de 10 vezes por dia. Aí, em uma situação que você PRECISA segurar um pouco, como por exemplo em uma reunião que não pode interromper ou uma viagem de carro até chegar o posto de gasolina. O que vai acontecer? Sua bexiga não vai segurar, afinal ela nunca precisou fazer isso, por que agora você quer que ela segure?

 

Como essas, existem muitas situações que podem levar ao funcionamento inadequado da bexiga. A longo prazo, sua bexiga estará com vícios de comportamento e pode levar a doenças mais sérias como urgência miccional, urge-incontinência, retenção urinária, dificuldade de esvaziamento e por aí vai... Por isso, como tudo na vida, é preciso equilíbrio. Urinar a cada 3h é o indicado pelos especialistas. Não ir muito ao banheiro mas também ser capaz de segurar se necessário, afinal sua bexiga serve pra isso: Armazenar a urina até o momento em que VOCÊ decida quando esvaziar. Não deixe que sua bexiga comande sua vida! Peça auxílio para um fisioterapeuta especialista, procure-o para tirar suas dúvidas!

Todos os textos aqui publicados são de minha autoria. Fique a vontade para utilizá-los, peço somente que me utilize como fote e também o site. Obrigada!

O que você imagina para o seu pós-parto?

Todas as mulheres logo após o parto - seja ele cesárea ou parto normal - desejam voltar a usar as roupas de antes da gestação e mais que isso: que o abdome esteja íntegro e no lugar. De fato, isso é possível e o corpo, com a ajuda de inúmeros hormônios, volta ao seu padrão pré-gestação, mas as vezes pode levar um loooooooongo tempo e outras vezes pode desencadear "surpresas" desagradáveis, um exemplo disso é a sensação de vagina mais "frouxa" (muitas vezes percebida pelo parceiro), perdas de urina, dificuldade de perceber o abdome e até mesmo um desnivelamento da musculatura abdominal, a tão falada diástase abdominal.
São sensações ruins e que causam até mesmo constrangimentos, mas a fisioterapia pode te ajudar. Você sabia que antes de retomar qualquer atividade física no pós-parto você precisa preparar seu corpo para isso? Reabilitar o períneo - músculo que sofre tanto com o peso da gestação, o abdome e retomar a sua postura para só então retornar as suas atividades físicas regulares. 
Como a fisioterapia faz isso? Através da reabilitação perineal simples e objetiva, exercícios de percepção corporal e eixo de equilíbrio, ginástica abdominal hipopressiva (método original de Marcel Caufriez) e muuuuuuuuuita orientação.
Vem conhecer!
Vem preparar seu corpo pra retomar as atividades físicas ou até mesmo uma nova gestação, quem sabe! 
Cuide-se!

E lembre-se: Sempre com fisioterapeuta especializado!